Rússia lamenta renúncia de Annan

O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon disse em uma comunicado nesta quinta-feira que Annan tinha decidido não renovar seu mandato, que vai expirar no dia 31 de agosto. Foto: AP

O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon disse em uma comunicado nesta quinta-feira que Annan tinha decidido não renovar seu mandato, que vai expirar no dia 31 de agosto. Foto: AP

Moscou lamentou a saída de Kofi Annan como enviado especial da ONU e da Liga Árabe para Síria, informou Vitáli Tchurkin, enviado da Rússia para as Nações Unidas, aos jornalistas em Nova York nesta quinta-feira, 2.

“Apoiamos ativamente os esforços de Kofi Annan”, disse Vitáli Tchúrkin.

O enviado da Rússia disse que, entretanto, sentia-se “inspirado” pelo fato do candidatura para substituir Anna já estar sendo negociada, e expressou a esperança de que as semanas que precederem o fim do mandato de Anna serão usadas “com a maior eficácia possível” para alcançar o objetivo de resolução política na Síria.

O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon disse em uma comunicado nesta quinta-feira que Annan tinha decidido não renovar seu mandato, que vai expirar no dia 31 de agosto.

“Quero expressar minha profunda gratidão a Annan pela determinação e pelos esforços corajosos feitos como enviado especial conjunto para Síria”, disse Ban.

Anna foi nomeado enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria em fevereiro e redigiu um plano de paz baseado em seis princípios com o objetivo de colocar um fim ao conflito sírio.

Ban disse que Annan merece “nossa profunda admiração pela forma abnegada em que colocou suas formidáveis habilidades e prestígio a essa difícil e potencialmente ingrata missão”.

O chefe da ONU contou que estava negociando um sucessor para Annan com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby.

Ban ressaltou que a “espiral de violência na Síria persiste” e que tanto o governo do presidente Bashar al-Assad como as forças da oposição “continuam demonstrando sua determinação de contar cada vez mais com atos de violência”.

“Além disso, as divisões dentro do Conselho de Segurança têm se tornando um obstáculo para diplomacia, dificultando o trabalho de qualquer mediador”, acrescentou.

Ele destacou, contudo, que as Nações Unidas mantêm o compromisso de “buscar, por meio da diplomacia, um fim para a violência e uma solução do conflito que atenda às legítimas aspirações democráticas de seu povo”.

O conflito, que começou em março de 2011, já custou a vida de 20 mil pessoas, segundo os ativistas sírios, e a comunidade internacional fracassou em convencer o governo de Assad e as forças da oposição a parar de lutar e iniciar o diálogo.

  

Originalmente publicado no site da agência RIA Nóvosti.

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