Pútin quer pena leve para Pussy Riot

O presidente anunciou na última quinta-feira (2), em Londres, que se opõe a lei "muito dura" a banda punk feminina que o criticou.

Foto: Kommersant, Vostok Photo, RIA Móvosti

Durante visita oficial a Londres, o presidente russo Vladímir Pútin comentou na última quinta-feira (2), pela primeira vez, o polêmico julgamento da banda Pussy Riot, que o criticou durante protesto em catedral de Moscou.

Em Londres, onde assistiu a uma competição de judô e deve se reunir com o premiê britânico David Cameron, Pútin criticou a manifestação das integrantes do Pussy Riot, e falou sobre a pena das ativistas, que podem ser condenadas a até sete anos de prisão.

Pútin disse não ver “nada de bom” no protesto da banda. “No entanto, não acho que as meninas devam ser sentenciadas com muita severidade. Espero que o tribunal tome uma decisão correta, bem fundamentada”, disse Pútin.

A Anistia Internacional lançou uma campanha de apoio à banda Pussy Riot, que enfrenta o quinto dia de julgamento nesta sexta-feira (3), em Moscou. A organização de direitos humanos encaminhou uma carta ao procurador-geral russo, Iúri Tchaika, pedindo a liberdade das três integrantes do grupo em julgamento.

Nadejda Tolokonnikova, 22 anos, Ekaterina Samutsevitch, 29, e Maria Aliókhina, 24, foram presas em março após um protesto dentro da principal igreja ortodoxa de Moscou, a Catedral do Cristo Salvador. Com os rostos cobertos, as mulheres cantavam uma música intitulada “Virgem Maria, libertai-nos de Putin”. 

Elas foram acusadas de desordem pública e podem ser sentenciadas a até sete anos no prisão.

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