Acordo entre bancos incrementa parceria Brasil-Rússia

Andrêi Chemetov, diretor-geral do VTB Capital Foto: AP

Andrêi Chemetov, diretor-geral do VTB Capital Foto: AP

Bancos de investimento BTG Pactual e VTB Capital pretendem explorar oportunidades entre a Rússia e a América Latina.

Na última sexta-feira (22) os bancos de investimentos russo VTB Capital e brasileiro BTG Pactual anunciaram o acordo de uma parceria estratégica e realização de projetos bilaterais na Rússia e na América Latina. 

Isso permitirá às empresas aumentar sua presença nesses dois mercados promissores. “A parceria é importante para o desenvolvimento dos negócios internacionais do VTB Capital, fortalecendo sua participação nos mercados emergentes”, declarou o diretor-geral da companhia russa, Aleksêi Iakovítski. 

De acordo com o presidente do BTG Pactual, André Esteves, essa cooperação também permitirá aos clientes do banco de investimentos acessar um maior número de serviços bancários, de investimentos e de gestão de ativos.

 “O negócio do BTG Pactual é semelhante ao do VTB Capital. Ambas as empresas são instituições regionais bem sucedidas na área de investimento”, diz o diretor de relações internacionais do VTB Capital, Atanas Bostandjiev. 

Segundo Bostandjiev, há uma tendência atual de fortalecer as instituições financeiras nos mercados emergentes, uma vez que os bancos globais estão sobrecarregados. 

Vantagens associadas

De acordo com Andrêi Chemetov, diretor-geral da companhia de investimento no mercado de ações Aton, o VTB Capital seria capaz de se lançar no novo mercado sozinho, mas a parceria não só permite uma noção imediata do mercado local, como representa uma economia para a empresa. 

“Eu faria o mesmo”, analisa Chemetov. “Além disso o BTG é um personagem muito forte no mercado brasileiro e seria muito difícil competir com ele”, completa. 

Dados estatísticos comprovam que o BTG é responsável por operar 50% das transações de ações na América Latina, além de ser a maior administradora de ativos no Brasil. O mesmo se aplica à concorrência entre bancos globais nos mercados domésticos. “Eles acumularam um enorme potencial, têm infraestrutura desenvolvida e grande experiência em seus mercados internos”, diz o chefe de atividades bancárias da empresa de investimento russa Troika Dialog, Tod Berman. 

Isso aumenta a concorrência nos mercados ocidentais e complica a entrada de outras instituições estrangeiras nesses mercados. “Por esse motivo, os bancos russos, por exemplo, raramente alcançam sucesso em nível global”, finalizou Berman.

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