Defesa dos EUA apela para armas russas

Foto: Ruslan Krivobok/RIA Nóvosti

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Cinco companhias norte-americanas ligadas ao governo dos EUA solicitaram a compra de munições à empresa russa de exportação de equipamento de guerra, Rosoboronexport. Segundo o fabricante, os norte-americanos estão percebendo que os clones produzidos pelas ex-repúblicas soviéticas não atendem aos requisitos de qualidade.

O pedido é resultado de uma resolução do Comando Logístico do Exército norte-americano. Em abril, foi aberta uma licitação para a compra de armas e munições de padrões diferentes dos americanos para a força da coalizão internacional no Afeganistão e Iraque. 

Os helicópteros de fabricação russa comprados pelo Pentágono para as forças da coalizão e o exército afegão levam mísseis e metralhadoras de fabricação soviética. 

A frota de blindados do exército afegão é composta por carros de combate soviéticos T-62 e veículos de combate de infantaria BMP-2. 

O exército e a polícia afegãs e iraquianas estão armadas sobretudo com fuzis soviéticos e metralhadoras do tipo Kalashnikov. Além disso, suas unidades de artilharia usam morteiros de 82 e 120 mm e obuses D-30 calibre 122mm soviéticos. Para que todo esse arsenal funcione, são necessárias munições. 

Contato direto

O comando norte-americano deixou de se contentar com as compras de clones de armas e munições russas da Bulgária, China, Egito e outros países.

Segundo as autoridades norte-americanas, são defectíveis e costumam falhar no momento menos oportuno do combate. 

Foi por esse motivo que o comando logístico norte-americano enviou à Rosoboronexport, por meio das empresas norte-americanas, a solicitação de compra de material de guerra.

A cooperação com os EUA proporciona algumas vantagens à empresa russa. Além da Rosoboronexport ganhar mais um comprador, isso indica que os norte-americanos estão percebendo que as cópias armas russas fabricadas em outros países não são produtos militares de qualidade. 

Os russos responderam positivamente ao pedido e tem esperança de participarem de uma concorrência leal na licitação aberta pelos EUA. A empresa enviou aos americanos suas propostas de preço e os advertiu contra a compra de produtos feitos nas ex-repúblicas socialistas, pois estão com a licença vencida e não atendem os requisitos de qualidade estabelecidos pelo produtor.

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