País bate recorde pós-soviético de extração de petróleo

Foto: PhotoXpress

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Rússia registrou índice de extração de 10,36 milhões de barris em um único dia em março deste ano. Maior extração da União Soviética foi registrada em 1987, com 11,48 milhões de barris em um dia.

Com um aumento de 1,6% na extração em relação ao mesmo período do ano passado, as petrolíferas russos provaram que podem aumentar sua produtividade, mesmo com investimentos considerados baixos pelo governo.  O aumento na produção russa dará alguma segurança ao mercado, abalado por sucessivas crises e alta imprevisibilidade.

Depois de sucessivas declarações de que aumentaria a produção, a Arábia Saudita não realizou esses planos. Entre as grandes petrolíferas, a Rússia foi a única a aumentar extração.

As exportações de petróleo, porém, destino de aproximadamente 50% da produção, diminuíram 0,3%.

Especialistas afirmam que, apesar dos grandes investimentos na exploração de novas fontes no Ártico e Sibéria Oriental, durante os próximos três anos haverá estagnação, seguida de declínio na extração de petróleo.

A maior extração da União Soviética foi registrada em 1987, com 11,48 milhões de barris em um único dia.

Alta do barril

Nos países produtores aumenta o temor de que a alta do preço do barril leve, como em 2008, à estagnação da economia, crise global e queda abrupta dos preços. “Os Estados Unidos e os países da OPEC (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) tentam baixar os preços do petróleo, enquanto se proliferam comentários políticos na imprensa sobre os efeitos negativos da alta do petróleo para o crescimento global”, diz Chris Weafer, gerente de estratégia da empresa de investimentos russa Troika Dialog. 

Por outro lado, é evidente que as bolsas se recusam a entrar no jogo. “O resultado é que, apesar do medo que a economia da China desacelere, os preços do petróleo continuam a inflacionar cerca de 94 euros por barril”, diz Weafer.  

Os produtores temem que a demanda chinesa diminua e os compradores, que os problemas políticos no Irã, na Síria e na Líbia levem ao aumento dos preços do petróleo. Por isso, todos se arriscam a perder, exceto alguns comerciantes e bancos de investimento.

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