Projeto de lei estimula uso de cartão em transações comerciais

Foto: PhotoXpress

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Um grupo de trabalho do Ministério russo das Finanças preparou um projeto de lei sobre pagamentos via cartões de crédito. Segundo especialistas, falta de transparência nas operações financeiras se deve à popularidade de pagamentos em dinheiro.

O projeto de lei inclui emendas para o Código de Trabalho russo que proíbem pagamentos de salários em dinheiro. Tais medidas não se aplicam, contudo, às empresas pequenas com número de funcionários inferior a 35 pessoas e às companhias localizadas em áreas remotas.

De acordo com o projeto, todas as empresas comercias que movimentam mais de 2 milhões de rublos por mês (cerca de R$ 135 mil) devem equipar seus pontos de venda com equipamentos para realizar transações bancárias até 2014, e as companhias cuja movimentação é superior a 50 milhões, até o próximo ano.

O Ministério do Desenvolvimento Econômico acredita que é preciso aumentar os conhecimentos financeiros do povo e criar novos estímulos para que as pessoas escolham pagamentos via cartões ao invés de introduzir medidas restritivas.

No início de abril, o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, declarou que ia preparar um  novo projeto de lei obrigando todas as organizações estatais a efetuarem suas transações via cartões de banco.

Segundo o ministro, a falta de transparência nas operações financeiras se deve à popularidade de pagamentos em dinheiro. “A introdução de pagamentos por transações bancárias vai ajudar a diminuir o mercado negro do país que atualmente constitui cerca de 30-40%da economia do país”, alega.

Em meados de 2011, Guêrman Gref, presidente do Sberbank, escreveu uma carta para o então primeiro-ministro Vladímir Pútin na qual pediu medidas para diminuir o número de pagamentos em dinheiro.

De acordo com estimativas de Gref, o crescimento da popularidade de pagamentos por transações bancárias vai ajudar a aumentar o produto interno bruto. Devido aos pagamentos em dinheiro, o país teria perdido em 2009 cerca de 1,1% do PIB, o que corresponde a mais de 27,2 bilhões do dólares.

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