Investidores aguardam anunciada privatização

Uma ação de 20% do porto marítimo de Novorossiisk, o maior porto da Rússia, deve ser colocado a venda no final do ano junto outros bens estatais Foto: ITAR-TASS

Uma ação de 20% do porto marítimo de Novorossiisk, o maior porto da Rússia, deve ser colocado a venda no final do ano junto outros bens estatais Foto: ITAR-TASS

Durante os intervalos de uma conferência em Moscou no início do mês, o então primeiro-vice-premiê Igor Chuvalov disse que um novo plano concreto para a venda de ações em dez bens estatais seria assinado pelo novo primeiro-ministro assim que ele fosse nomeado. Até o presente momento, o novo premiê Dmítri Medvedev não fez qualquer declaração oficial sobre o assunto e os investidores têm dúvidas quanto à sua real implementação.

A medida é motivo de otimismo para os investidores que aguardam ansiosamente a redução da presença do Estado em diversos setores-chave, embora exista receio de que os planos tenham sido postos de lado.

O programa de privatização, que tinha sido originalmente planejado para vender ações estatais na valor de aproximadamente 30 bilhões de dólares até 2014, permanece estagnado desde que a primeira venda de ações foi realizada – 10% do gigante bancário VTB, comercializado por 3,3 bilhões de dólares no início de 2011.

Segundo os analistas, embora as declarações indiquem o programa não será provavelmente descartado, ainda há uma grande chance de não ser implementado por completo ou tão rapidamente quanto planejado antes.

Neste ano o governo tinha planejado liquidar as ações de três grandes companhias – Sberbank, a Companhia Unida de Grãos e o porto marítimo de Novorossiisk –, mas os especialistas afirmam que só o tamanho da venda do Sberbank pode inundar o mercado.  O reposicionamento de 7,6% foi adiado no último outono devido às precárias condições de mercado.

“A venda de ações do Sberbank deve ser realizada este ano, mas é provável que outras ofertas sejam postergadas”, diz Andrêi Kuznetsov, estrategista do Citibank em Moscou.

Muito também pode depender da composição do novo governo. Como tantas outras questões relacionadas à economia, a privatização causou uma profunda divisão no governo entre os partidários de conservadorismo fiscal e aqueles que aprovam liberalismo em relação aos gostos gastos.

Embora nenhum lado tenha feito forte oposição ao programa, a divisão está essencialmente centrada nas expectativas de ambos os grupos. Medvedev, que iniciou o programa como presidente e é hoje primeiro-ministro do país, lidera o grupo daqueles que querem acelerar o processo para melhorar a governança corporativa e atrair investimentos.

Outras autoridades são a favor de esperar até que os preços das ações fiquem mais elevados e, desse modo, maximizar as receitas obtidas com as vendas.

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