Vladímir Pútin (à dir.) e Dmítri Medvedev (à esq.) Foto: Kremlin.ru
Durante uma conversa telefônica com o presidente norte-americano Barack Obama, Pútin explicou que nos dias do evento estará ocupado com a formação do governo. Portanto, o atual primeiro-ministro Dmítri Medvedev irá substituí-lo representando a Rússia no encontro.
Embora Obama tenha manifestado satisfação com a presença de Medvedev, o analista político Boris Makarenko acredita que a Rússia demonstra, assim, não nutrir grandes esperanças a respeito do nova cúpula do G8.
"Surgiu uma segunda pessoa que pode ser enviada sem receio a um encontro desse tipo, por ser conhecida e já se relacionar com seus interlocutores”, diz. “Creio, porém, que a principal causa dessa decisão é o fato de Pútin não ter expectativa de grandes avanços e proveitos em Camp David”.
Segundo o especialista, as pretensões do atual presidente também seriam provavelmente questionadas, motivo pelo qual sua ausência é também conveniente.
"As posições dos membros a respeito de várias questões já são de conhecimento geral; logo, não importa se serão formalmente apresentadas pelo presidente ou pelo primeiro-ministro", contesta Vilen Ivanov, conselheiro da Academia de Ciências da Rússia e redator-chefe da revista “Ciência, Cultura e Sociedade”.
"Além disso, os EUA estão agora ocupados sobretudo com seus problemas internos, relacionados à campanha eleitoral”, completa.
Ainda durante a conversa telefônica, os presidentes da Rússia e dos EUA discutiram questões de segurança nuclear e as perspectivas de uma futura cooperação.
O primeiro encontro bilateral de Pútin, na qualidade de presidente da Rússia, com Barack Obama acontecerá durante a cúpula do G20, nos dias 18 e 19 de junho, na cidade mexicana de Los Cabos.
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