De granadas de mão a aviões de assalto

Ilustração: Dmítri Dívin

Ilustração: Dmítri Dívin

Embora deselegantes e aparentemente comuns, os armamentos soviéticos foram de grande contribuição para vitória da URSS na Segunda Guerra Mundial.

Quando se trata de material de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, alguns historiadores costumam apontar certa superioridade do Terceiro Reich sobre a União Soviética.

Entretanto, não se pode negar que os engenheiros soviéticos ultrapassaram seus colegas alemães quanto ao volume e custos de produção, bem como facilidade de reparação e manutenção do equipamento militar entregue ao exército.

Confira abaixo algumas armas soviéticas que, embora externamente deselegantes e comuns, contribuíram muito para a conquista da vitória soviética no conflito.

Granada de mão RG-42 (“lata de percussão”)



Criada pelo engenheiro Serguêi Korchunov, a granada parecia uma lata de conservas recheada de carga explosiva e tiras de aço.

A RG-42 era facílima de produzir e totalmente equipável a seus análogos mais caros fabricados pela indústria de guerra.

Tanque T-34



Concebido pelo engenheiro Mikhail Kochkin, esse tanque teve mais de 35 mil modelos fabricados durante a Segunda Guerra Mundial.

Talvez tenha sido o blindado mais produzido no mundo. A solda automática de placas de blindagem foi utilizada pela primeira vez na história e pode ser considerado um verdadeiro símbolo da vitória soviética.

Nos dias de hoje, muitos tentam compará-lo ao alemão Pz.VI “Tiger”, porém, além de pertencerem a diferentes classes de blindado, possuíam missões diferentes nos campos de batalha: a do T-34 era apoiar a infantaria durante a ofensiva enquanto a função do Tiger era lutar contra veículos blindados dos inimigos.

Canhão ZIS-3




A peça de artilharia mais popular do exército soviético foi desenvolvida pelo engenheiro V.G. Grabin e seus mais de 103 mil exemplares durante a Segunda Guerra Mundial foram fabricados com ajuda de mão de obra pouco qualificada e ausência de materiais de qualidade.

O canhão podia disparar qualquer projétil de calibre 76,2 milímetros. Mesmo perdendo em algumas especificações técnicas para seus congêneres estrangeiros, o ZIS-3 não tinha concorrentes em termos de facilidade de uso e manutenção.

Pistola-metralhadora PPCh (a “arma dos gângsteres)



Essa arma concebida por Gueórgui Chpaguin era capaz disparar balas de pistola.


Stálin era inicialmente contra as pistolas-metralhadoras no exército soviético, pois considerava que as “armas de gângsteres” não eram condizentes com o Exército Vermelho. No entanto, os primeiros modelos começaram a chegar às tropas soviéticas antes mesmo da guerra.

Por causa de seu rápido método de produção, a PPCh teve cerca de seis milhões de exemplares produzidos durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto o fuzil alemão MP-40, apenas 934 mil.

Avião de assalto IL-2 (“tanque voador” ou “morte negra”)



Projetado por Serguêi Iluchinm, o avião de assalto IL-2 chegou a mais de 36 mil unidades durante a Segunda Guerra Mundial.

Com fuselagem blindada para proteger o piloto e as partes fundamentais da aeronave contra projéteis de pequeno calibre, sua principal missão era atacar de alvos terrestres a baixas altitudes. Antes de 1944, muitas dessas partes eram feitas de madeira para economizar o duralumínio, então em escassez no país.

Acredita-se que a vitória na batalha de Kursk tenha sido assegurada sobretudo pela atuação dos IL-2, um dos motivos pelos quais os nazistas apelidaram esse avião de “morte negra”. 

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