Pútin regressa ao Kremlin

Foto: Kremlin.ru

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Ex-premiê toma posse pela terceira vez como presidente da Rússia, após grande protesto da oposição em Moscou. A cerimônia aconteceu hoje no Grande Palácio do Kremlin, em Moscou.

O evento, transmitido ao vivo por seis canais de televisão e três emissoras de rádio, contou com a participação de membros do governo, deputados da Duma, os juízes do Tribunal Constitucional, os participantes da campanha eleitoral de Pútin, chefes de missões diplomáticas, sacerdotes, cientistas e até mesmo alguns artistas.

Após a chegada do presidente ao palácio e a continência do chefe da Guarda do Kremlin, Pútin encaminhou-se para o salão de São Jorge.

Dirigindo-se aos presentes, o ex-presidente Dmítri Medvedev agradeceu ao regimento do Kremlin e todas as forças armadas da Rússia pelo seu serviço, e então apresentou o novo chefe de Estado.

Depois de receber das mãos do presidente do Tribunal Constitucional as insígnias do poder presidencial, Vladímir Pútin prestou juramento.

“No exercício das competências de Presidente da Federação da Rússia, juro respeitar e defender os direitos e liberdades das pessoas e dos cidadãos, respeitar e defender a Constituição da Federação da Rússia, defender a soberania, a independência, a segurança e a integridade do Estado, servir fielmente o povo”, declarou, com a mão direita sobre a Constituição.

Em seguida, o presidente do Tribunal Constitucional, Valêri Zorkin, oficializou a posse e o hino nacional foi então executado.

Pútin obteve mais de 63% dos votos nas eleições presidenciais realizadas em 4 de Março, vencendo logo no primeiro turno.

Segundo a Constituição da Rússia, alterada em dezembro de 2008 por iniciativa de Medvedev, o mandato de Pútin terá duração de seis anos, em vez de quatro como acontecia até então.

De acordo com o presidente da Duma (Câmara Baixa do parlamento russo), Serguêi Narichkin, Pútin já submeteu a indicação de Medvedev para o cargo de primeiro-ministro junto ao orgão que preside. 

Protesto anti-Pútin

Uma grande manifestação tomou conta das ruas de Moscou na véspera da posse do presidente eleito Vladímir Pútin, mostrando a força e a radicalização dos protestos populares. Segundo os especialistas, as ações foram mais uma vez motivadas pela falta de diálogo entre o governo e a oposição.

Estima-se que 20 mil pessoas compareceram à manifestação na Praça Bolotnaia, no centro da capital russa, para exigir novas eleições presidenciais e parlamentares em virtude das supostas fraudes eleitorais.

Dezenas de radicais em meio à multidão entraram em confronto com a polícia na tentativa de marchar em direção ao Kremlin. Mais de 400 foram detidos, e vários manifestantes e policiais acabaram sendo feridos.



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