Tiradentes recebe festival russo

Inaugurado no último dia 3, festival dura até o fim do mês e traz, além de filmes, palestra sobre cinema russo.

Foi com uma ideia fixa na cabeça e vários filmes nas mãos que a produtora cultural russa Maria Vragova, radicada há um ano e meio no Brasil, resolveu montar, em maio, o primeiro Mês do Cinema Russo na cidade de Tiradentes, Minas Gerais.

“Escolhemos Tiradentes porque a cidade é muito rica do ponto de vista histórico e cultural”, diz Vragova.

Iniciado na última quinta-feira (3) no Centro Cultural Yves Alves, o festival é organizado pela Ars et Vita, produtora de eventos de Vragova e do pianista brasileiro Luiz Gustavo Carvalho.  A programação, que dura até o dia 31, traz, além de filmes,  uma palestra sobre cinema russo.

Entre os filmes, figuram os clássicos “Moscou não acredita em lágrimas” (URSS, 1981), “Arca Russa” (Rússia, 2002), “Quando voam as cegonhas” (URSS, 1957), “Penitência” (URSS, 1984), “A dama com cachorrinho” (URSS, 1960), “Um homem com uma câmera” (URSS, 1929), “A infância de Ivan” (URSS, 1961) e a co-produção de Vittorio de Sica “Os Girassóis da Rússia” (URSS/Itália, 1970).

Para o bate-papo agendado para o dia 17 (qui.), Vragova promete uma viagem por toda história do cinema russo, principalmente o contemporâneo, mais desconhecido do público brasileiro.

 “Moscou não acredita em lágrimas” (URSS, 1981)

Cultura do leste europeu

A ideia de Vragova e Carvalho ao criarem a Ars et Vita em 2010, era trazer ao Brasil projetos culturais ligados ao leste europeu, principalmente Rússia e países da ex-União Soviética. O primeiro passo foi a exposição do fotógrafo lituano Antanas Sutkus.

Em cartaz até 3 de junho no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, a mostra será levada em seguida para Salvador, Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Para outro evento, o Festival de Artes Integradas, que será realizado em setembro também em Tiradentes, trará a violoncelista Svetlana Tolstukha, a artista plástica Elena Ignatieva, e também artistas brasileiros e crianças do município, além de promover uma parceria com a Apae para inclusão de deficientes da instituição nos eventos culturais. 

“Arca Russa” (Rússia, 2002)

A empresa também já conseguiu aprovar projetos junto ao Ministério da Cultura do Brasil por meio de mecanismos de incentivo fiscal (Lei Rouanet).

Entre esses, está o “Festival Entre Duas Épocas”, que trará ao Brasil alguns dos filmes mais importantes produzidos na Rússia em dois períodos recentes: a perestroika, nos anos 1980, e o pós-soviético, a partir de 1991.

“Menina Internacional” (Interdevotchka, 1989), de Piotr Todoróvski, é uma das produções mais representativas do período que será exibida no futuro evento, de acordo com Vragova. “O filme fala de prostituição, de um mundo que se fingia não existir durante a União Soviética, mas que, de repente, todo mundo passou a conhecer pelo cinema”, arremata.

“A infância de Ivan” (URSS, 1961)

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