Vida sexual em dia

Foto: TASS

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Uma pesquisa de opinião pública realizada pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (VTsIOM, na sigla em russo) concluiu que os russos estão satisfeitos com sua vida sexual.

De acordo com o estudo, 18% dos entrevistados afirmam que sua vida sexual lhes traz felicidade – em 1999, esse índice era de 6% – e outros 40% se declaram satisfeitos – 36% anteriormente.

A pesquisa também mostrou que os homens estão mais satisfeitos sexualmente do que as mulheres: 21% deles estão felizes e 47%, satisfeitos na cama, enquanto, entre as mulheres, só 16% estão felizes e 34%, satisfeitas com suas relações sexuais.

O número de insatisfeitos diminuiu, alcançando 4% contra os 10% de 1999. Aqueles que não sentem nenhuma emoção a respeito de sua vida sexual somam 12%.

Paralelamente, nenhum dos entrevistados afirma estar frustrado ou infeliz nessa área – em comparação aos 2% em 1999.

As maiores taxas de satisfação foram reportadas por pessoas que vivem com seus parceiros (24% se dizem felizes e 55%, satisfeitos).

Os casados e aqueles que simplesmente vivem juntos apresentam um índice de satisfação sexual quase igual: entre 19 e 20% se descrevem felizes e 44%, satisfeitos.

Família também é motivo de alegria


A pesquisa mostrou ainda que o relacionamento com familiares e amigos tem trazido mais emoção à vida dos russos.

Trinta e oito por cento dos entrevistados dizem ser felizes nesse aspecto (12% em 1999) e 50% se declaram satisfeitos (62%).

A maioria dos entrevistados possui menos de 35 anos. Os habitantes de cidades e de zonas rurais reportam taxas iguais de satisfação em sua relação com parentes e amigos.

As pesquisas anteriores já haviam apresentado os russos como otimistas, com alguma predominância de pessoas felizes.

Entretanto, um levantamento realizado em dezembro do ano passado pela empresa de estudos de opinião pública Romir revelou que, na Rússia, o número de pessoas felizes é muito menor do que no mundo afora (39% e 53%, respectivamente).

Ainda assim, o número de infelizes é também menor (8% e 13%, respectivamente).

A Rússia ficou entre os dez países com o maior percentual de entrevistados cujas respostas eram neutras, isto é, “nem felizes nem infelizes” (42%).

Os especialistas atribuem esse resultado às características culturais e espírito nacional dos russos, ao estoicismo e fatalismo perante os acontecimentos da vida, além do comedimento na avaliação dos conceitos de felicidade e infelicidade.

De acordo com os dados obtidos na pesquisa da Romir, a Rússia está em 40º lugar entre os 58 países avaliados no ranking mundial de felicidade.

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