Eleições presidenciais na Ossétia do Sul terão segundo turno

A Ossétia do Sul é um território a cerca de 100 km ao norte da capital da Geórgia, da qual se tornou independente em 2008

A Ossétia do Sul é um território a cerca de 100 km ao norte da capital da Geórgia, da qual se tornou independente em 2008

Região elege presidente pela primeira vez após o reconhecimento de sua independência em 2008.

A Ossétia do Sul é um território a cerca de 100 km ao norte da capital da Geórgia, de quem se tornou independente em 2008  Fotos: Anna Nemtsova

O segundo turno das eleições presidenciais na Ossétia do Sul será disputado pelo ex-chefe do Comitê de Segurança, Leonid Tibílov, e líder da Comissão presidencial dos Direitos Humanos, David Sanakóev, no dia 8 de abril.

“Apesar de termos um orçamento modesto de campanha e não recebermos apoio eleitoral da máquina administrativa, conseguimos passar para o segundo turno”, disse Davíd Sanakóev em entrevista a agência de notícias “Ria-Nóvosti” nesta segunda-feira (26).

Tibílov obteve 42,48% dos votos, liderando a eleição presidencial à frente de Davíd Sanakóev, com 24,58% dos votos.

“Fui o último a entrar na corrida eleitoral. Isso é uma vitória para nós e para todo o povo ossétio”, completou Sanakóev.

A corrida presidencial contava ainda com outros dois candidatos: o embaixador da Ossétia do Sul na Rússia, Dmítri Medóiev, e o líder do Partido Comunista da região, Stanislav Kochíiev.

Essa é a segunda vez que os eleitores vão às urnas. A eleição presidencial realizada em novembro do ano passado foi anulada pela Corte Suprema da Ossétia do Sul após suspeitas de violação da lei constitucional.

No primeiro turno, os dois candidatos com maior chance de serem eleitos, a ex-ministra da educação, Alla Djióeva, indicada pela oposição, e o então ministro para as Situações de Emergência local, Anatóli Bibílov, obtiveram uma porcentagem de votos muito semelhante.

No segundo turno, embora Djióeva tenha saído vitoriosa, o tribunal invalidou o resultado das eleições, sob a alegação de fraude, e proibiu a candidata de disputar as futuras eleições.

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