Russos descobrem possível cura para hepatite C

Foto: TASS

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Segundo cientistas, a alfafetaproteína livrou um grupo de testes de 30 pessoas do vírus.

Cientistas da Rússia central divulgaram à imprensa a descoberta de uma droga capaz de livrar o corpo do ser humano do vírus da hepatite C, assim como da herpes.


"Foram dezenas de anos de trabalho. Hoje, eles mostram apenas os primeiros resultados, os primeiros estudos que provam que a ideia encontrou sua aplicação prática, curando indivíduos infectados”, disse o membro do Conselho Fiscal do Grupo de Farmacêutica dos Urais, Aleksandr Petrov.

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“A hepatite C é um problema de saúde grave. Na verdade, a doença é praticamente incurável. E, é claro, o sonho de qualquer cientista é encontrar sua cura", declarou Petrov.


A droga, descoberta pela equipe do cientista Serguêi Rodionov na Academia Estatal de Medicina dos Urais (UGMA), chama-se alfafetaproteína. No mercado, estará disponível sob a marca "Profetal".

A vacina já foi testada em 30 pacientes. Os cientistas planejam ainda testá-la em outro grupo para confirmar os resultados iniciais.


Segundo Petrov, o medicamento estará disponível como vacina capaz de livrar o organismo humano do vírus da hepatite e da infecção causada pelo vírus da herpes. Os primeiros pacientes testados com a droga foram completamente curados.

Novouralsk, na região de Sverdlóvskaia.


"O vírus não foi detectado nos nossos pacientes após o tratamento, ou seja, ele foi completamente removido do organismo. Observamos isso em pacientes testadospor nós por períodos que vão de um ano e meio a três anos. Se durante um ano e meio ou dois o vírus não se revelar mais, então se considera como uma recuperação clínica, são as nossas conclusões. O resultado é extremamente positivo", disse Rodionov.

Em setembro deste ano, de acordo com ele, devem ser montados seis laboratórios e instalações para produção do medicamento na cidade de Novouralsk, na região de Sverdlóvskaia. No futuro, os cientistas pretendem continuar a pesquisa para ampliar as indicações da droga, em particular, desta tecnologia.

"Está em processo o que chamamos de quarta fase de ensaios clínicos. Ainda vemos muito tipos de doenças autoimunes, quando o sistema imunológico começa a atacar, por algum motivo, o próprio organismo. Essas são doenças sistêmicas, como o lúpus eritematoso sistêmico, a esclerodermia etc.", informou Rodionov.

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