Crise da dívida europeia se estenderá, diz Kúdrin

Aleksêi Kúdrin Foto: Reuters

Aleksêi Kúdrin Foto: Reuters

Ex-ministro das Finanças que se rendeu ao Twitter profetiza em seu microblog as próximas tendências mundiais no setor.

Ex-vice-premiê e ex-ministro das Finanças da Rússia, Aleksêi Kúdrin declarou que a crise de dívida na Europa se estenderá por mais dois ou três anos.

"Vamos saber sobre o futuro da moeda italiana apenas depois de 2012", escreveu em seu perfil no microblog Twitter, respondendo à pergunta sobre a possibilidade de a Itália voltar a utilizar a moeda nacional em 2012.

A crise da dívida atingiu a Europa no fim de 2010. Três países da zona do euro - Grécia, Portugal e Irlanda - foram obrigados a procurar ajuda financeira internacional.

No fim do ano passado, a Itália caiu na mira de investidores, e muitos players do mercado acreditavam que o país poderia se tornar o quarto na lista dos que buscavam ajuda financeira da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Aleksêi Kúdrin, 51, é político e ex-ministro das Finanças da Federação da Rússia, cargo que desempenhou de 18 de maio de 2000 até 26 de setembro de 2011. Foi eleito três vezes o “melhor ministro das Finanças do ano” pela revista Euromoney e pelo jornal Emerging Markets.

Ouro

Outro usuário do Twitter perguntou a Kúdrin sobre a dinâmica de preço de ouro.

"Neste momento, o ouro está sobrevalorizado. O preço ainda pode crescer um pouco, mas vai cair depois", respondeu o ex-ministro.

Em 2011, o aumento nos preços do ouro atingiu quase 10%. A crise da dívida europeia e a aceleração da inflação são os principais fatores desse aumento, já que o metal é considerado uma alternativa mais confiável que as moedas correntes, voláteis e propensas às flutuações de ações.

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