Ir ou não ir, eis a questão

A Gazeta Russa perguntou aos moscovitas se eles participarão do protesto marcado para o próximo sábado (4) e por quê.

Aleksandr, 24 anos

Sônia, 16 anos

Sou estudante colegial e não participei dos protestos anteriores. Nos dias dos protestos, todas as escolas organizaram provas de língua russa e matemática. Meus pais participaram dos protestos, mas me disseram para ir ao colégio.

Meus professores escreveram uma carta aos ex-alunos dizendo que qualquer um que se considere um cidadão do país deve participar das demonstrações.

Muitos amigos meus foram e ficaram surpresos, rodeados de gente educada e culta. Eu acho que meus amigos participarão do próximo protesto também.

Se meus pais não tivessem me impedido, eu teria ido. Ainda não decidi se vou protestar no dia 4 ou não.

Polina, 23 anos

Irina, 27 anos

Considero-me parte da classe média. A maioria dos meus amigos foi para as ruas, mas eu não fui. Também não vou participar do protesto do dia 4. Vou assistir à distância.

Meu trabalho é ligado a processos informativos e eu compreendo bem a guerra da informação na nossa sociedade. Na minha opinião, os protestos na praça Bolôtnaia e na avenida Sákharov mostraram que na capital há pessoas inteligentes, que podem declarar sua posição civil.

Espero o momento em que minha participação nos protestos será decisiva.

Takashi, 21 anos

 

Cadete da Escola Militar Suvorov.

Não fui e não vou para os protestos. Acho inútil. Não vão levar a nada. Não vale a pena sequer tentar.

Marcel, 35 anos

 

Artiom, 28 anos

 

Zina, 33

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