Primeiro fórum Brasiltech em Moscou

 O embaixador brasileiro na Rússia, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges, o senador Luis Henrique da Silveira (esq. - dir.) Foto: Apex-Brasil

O embaixador brasileiro na Rússia, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges, o senador Luis Henrique da Silveira (esq. - dir.) Foto: Apex-Brasil

Nos dias 01 e 2 de novembro, aconteceu em Moscou o Fórum Brasiltech 2011 , que teve o apoio da Apex-Brasil - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, e da Embaixada do Brasil na Rússia.

A cerimônia de abertura ocorreu no primeiro dia do evento e contou com as presenças do embaixador brasileiro na Rússia, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges, o senador Luis Henrique da Silveira,  o vice -presidente do banco Vnesheconombank, Serguêi Vasiliev, e o representante do Conselho das Empresas do Brasil e da Rússia, Iuri Korchagin.

 

O principal  objetivo do fórum foi discutir as possibilidades de parceria bilateral entre os dois países, nos diversos setores de altas tecnologias nas variadas esferas dos segmentos econômicos,  assim como mostrar ao lado russo o outro perfil do Brasil. Ou seja, de um país que alcançou um nível de qualidade bastante representativa no desenvolvimento tecnológico, destacando-se em quinto lugar na economia mundial.

 

Segundo o senador Luis Henrique da Silveira, a imagem do Brasil em alguns países é vista como um país hospitaleiro, da música, entretanto está na hora de desmistificar a ideia de que o Brasil é apenas o país do lúdico. Ele é isso e muito mais.  Nesses encontros,  a imagem do  Brasil passa a apresentar-se de outra forma.

 

Segundo a sua opinião, no que concerne aos dois países, há duas barreiras, uma é a distância, a outra o idioma. Para dar suporte linguístico, nos últimos dez anos foram formadas mais de 400 pessoas em português e russo. Entretanto, o equilíbrio de tudo isso se dá através de uma coisa comum: esses países possuem um grande potencial e facilidade de cooperação mútua em diversos setores da economia. Por exemplo, nos setores de maquinário, equipamentos, na esfera agrícola, de exploração de petróleo, da área espacial, nanotecnologias, dentre outros. Dentro desse contexto, os participantes do fórum podem conhecer  novas pesquisas, elaborações  das companhias brasileiras nessas áreas, assim como discutir perspectivas de futuras parcerias, durante a rodada de negociações. Ao todo ,estiveram presentes mais de 25 empresas, todas com o propósito de escutar as ofertas do lado brasileiro.

 

Também foi abordada a questão prioritária de organização no plano bancário para facilitar as transações comerciais entre os dois países e cogitada a possibilidade de levar empresas russas para o Brasil e vice-versa.

 

Segundo o pronunciamneto do presidente da Apex, Mauricio Borges, na coletiva de imprensa, para o Brasil é uma satisfação poder compartilhar com outros países na realização de projetos de altas tecnologias, inclusive com a Rússia. Nesse processo de intercâmbio mútuo, ambos os países se aproximam mais, dividem e multiplicam experiências. Na sua concepção, as  barreiras existem,  porém o que faz grande diferença nesse processo é o esforço que ambos fazem para chegar a um único objetivo.

 

Os participantes do fórum tiveram a oportunidade de conhecer as novas estratégias na área de peqsuisa e elaboração científica, assim como discutir perspectivas futuras de colaboração e parceria, durante os seminários e as rodadas de negociações.

 

O embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos salientou que durante muitos anos a Rússia e o Brasil já atuam historicamente como parceiros, visto que em 2008 o Brasil festejou 189 anos de relações diplomáticas com a Rússia. Segundo as palavras dele “nós temos certeza que essa parceria é mutuamente vantajosa para os dois países, e ela continuará se consolidando no futuro”.

 

Atualmente setores como os de odontologia, carne,  joias, sapatos, equipamntos médicos, especificamente odontológicos, vão cada vez mais se consolidando no mercado russo. Para se ter ideia , o Brasil ocupa o segundo lugar na produção de aparelhos médicos, dentre os países em desenvolvimento, perde apenas para a China. Desde 2003 esse setor de equipamentos médicos tem se destacado muito no mercado, crescendo a um nível de 7% ao ano. Empresas brasileiras dessa esfera têm participado ativamente de exposições na Rússia, e já começam a conquistar um espaço significativo no mercado russo.

 

O Fórum Brasiltech, apesar de ter sido realizado pela primeira vez na Rússia, despertou bastante interesse para o público no mundo do business-to-business.

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