Brasileiros deixam cada vez mais dinheiro nos salões

Foto: Ekaterina Frolova

Foto: Ekaterina Frolova

O mercado de beleza e cosméticos no Brasil é expressivo e, atualmente, só fica atrás do Japão e dos EUA.

A maior preocupação da brasileira é o cabelo. Com a economia em crescimento, artigos e tratamentos para os fios deixaram de ser itens supérfluos e entraram no orçamento mensal das famílias no país. Estudo recente divulgado pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) aponta que os salões de cabeleireiros movimentaram R$ 1 bilhão por mês em 2008. Os gastos mensais feitos com profissionais da beleza cresceram 44% entre 2002 e 2008.

 

Nessa lista, entram o corte de cabelo, tintura, lavagem, escova e serviços de manicure e pedicure – os dois últimos, considerados absolutamente necessários pelas brasileiras. “O que surpreende nos dados é que, com o crescimento econômico, o aumento de renda não gerou apenas gastos com itens essenciais”, diz Altamiro Carvalho, economista da Fecomercio. “O gasto mensal com estética é equivalente, por exemplo, ao que as famílias gastam comprando frango,”, compara o economista.

 

As famílias de classe B são as que mais gastam, R$ 281 milhões por mês. As classes D e C aparecem em seguida, e gastam, respectivamente, R$ 236 e R$ 208 milhões mensais. As classes A e E ficam por último, com R$ 143,3 e R$ 138,3 milhões por mês.

 

A classe A pode não figurar entre as que mais gastam com serviços de beleza, mas, certamente, é a que conta com mais mordomias e serviços variados. “Os salões de beleza direcionados para a classe alta são sofisticadíssimos no Brasil”, garante Carvalho.

 

Os espaços de luxo localizados em São Paulo oferecem cada vez mais serviços. No M.G. Hair, comandado por Marco Antonio di Biaggi – considerado o cabeleireiro das celebridades brasileiras – é possível agendar massagens, sessões de acupuntura, banhos especiais e até os serviços de um quiroprata.

 

Localizado no Jardim Paulista, bairro nobre da capital paulista, o endereço tem apenas quatro anos. Antes, o salão ficava no mesmo bairro, mas era cinco vezes menor. “Mudei porque precisava de mais espaço”, diz di Biaggi. “Contamos com três andares e dois mil metros quadrados agora.”

 

A construção do novo prédio foi pensada nos mínimos detalhes para agradar as clientes mais exigentes: luz natural em todo o ambiente “para que as loiras tenham noção real da cor” e móveis do designer Phillipe Starck. Nas prateleiras, produtos de marcas como Kérastase, além de boutiques com perfumes e acessórios. “Tudo escolhido a dedo para a nossa clientela”, diz ele.

Por lá, um corte de cabelo com di Biaggi custa R$ 480. A hidratação pode valer até R$ 550. Pé e mão saem por R$ 100.

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