Vikings às margens do rio Don

Historiadores amadores fazem simulações da vida cotidiana de períodos entre os séculos IX e XI no festival Rusborg, realizado na região de Lipetsk

No evento realizado em Lipetsk, pessoas “recriam” a Grécia, a Roma Antiga, a Segunda Guerra Mundial e as Guerras Napoleônicas, entre outras épocas históricas/Foto: RIA Novosti

“Ei, jornalista! Onde está a fonte para utilizar esses óculos?”, grita um “viking”. Se não estiver encenando um variag bêbado, ele realmente perdeu as estribeiras por causa do calor, da cerveja e da hidromel, bebida alcoólica fermentada à base de mel e água. “Não há fonte para isso, portanto você me deve uma cerveja!”, completou.

 A “fonte” a que ele se refere é uma monografia histórica na qual se pode conferir os detalhes da vestimenta ou dos costumes de uma determinada época. No festival chamado Rusborg, as pessoas são muito rigorosas em relação a essas coisas – para se ter ideia, a veracidade desses documentos é avaliada por uma comissão “de passaporte especial”. Por isso, obter um visto para o século IX se torna mais difícil do que consegui-lo para entrar em alguns países civilizados.

O acampamento é organizado de acordo com as normas de uma cidade medieval: as ruas, formadas pelas barracas, conduzem a uma praça central; o alfarelo fabrica louças de cerâmica e o vidraceiro, miçangas em uma fogueira. Paralelamente, pessoas vendem objetos de couro e joias, facas e armaduras, tudo de acordo com as técnicas utilizadas antigamente.

 No festival, sete períodos importantes da história da humanidade são “recriados” pelos fãs. Além dos séculos IX, X e XI, há ambientes que representam a Grécia e a Roma Antiga, os cavaleiros, os “tardios” – gíria para se referir aos habitantes da Idade Média Tardia –, a Segunda Guerra Mundial e as Guerras Napoleônicas. Pouca gente sabe, mas esse forte movimento subcultural russo conta com dezenas de milhares de seguidores. E você, se interessou por ele?

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.