Marussia pode livrar país da velha imagem do Lada

Esportivo vale US$ 120 mil, quase metade dos concorrentes / Foto: Ruslan Sukhushin

Esportivo vale US$ 120 mil, quase metade dos concorrentes / Foto: Ruslan Sukhushin

Lançada há apenas 18 meses, marca deve reunir alta qualidade a baixos custos na produção de supercarros.

Você provavelmente não viu um expositor chamado Marussia Motors no último Salão do Automóvel de São Paulo. Mas essa situação pode mudar muito em breve.

“Antigamente as grandes companhias engoliam as pequenas, mas nos dias de hoje os mais rápidos vão engolir os mais lentos”, assegura o criador da marca, Nikolai Fomenko.

O projeto visa a produzir carros esportivos de baixo custo o que lançou o excêntrico Fomenko, astro pop e piloto de corridas, a uma terceira carreira: agora ele também é o criador da primeira fábrica russa de automóveis de alto desempenho. Com apenas 18 meses de existência, o fabricante já expõe os primeiros supercarros Marussia B1 e  Marussia B2 num salão próximo ao Kremlin.

Fomenko disse que planeja vender apenas 150 unidades no país. Além disso, a partir de abril de 2011 mais de 2 mil carros deverão ser montados todos os anos com peças importadas por uma nova subsidiária na Bélgica.

Segundo Fomenko, a Europa é a principal meta para o B1 e o B2, e há planos de abrir concessionárias em Londres, Mônaco, Berlim e Frankfurt no ano que vem.

“Quem dirige hoje um Lamborghini vai dirigir um Marussia no futuro”, afirma com tom de torcedor.

O preço é a vantagem fundamental da Marussia. Seus modelos custarão ao consumidor final pouco menos de US$ 120 mil - o que equivale quase à metade do preço dos concorrentes.

Mas a agilidade também conta. O B1 e o B2 saíram da prancheta para o salão de exposições em apenas um ano.

“Temos de nos desenvolver executando múltiplas tarefas,” diz Fomenko. “Se déssemos um passo de cada vez, o produto final estaria desatualizado na hora de ir para o mercado. Podemos agir mais rápido que as companhias já estáveis e usamos tecnologia muito mais moderna, tanto em produção, como em matéria-prima”, afirma.

Produzir na Rússia também ofereceria vantagens tangíveis. “Nossos engenheiros são tão bons quanto os de qualquer outro país, mas são mais jovens e não estão sob o jugo de uma indústria assentada no mercado – isso acrescenta frescor ao processo.”

Os planos da companhia para os próximos 12 meses são promissores, e incluem a exibição de seis modelos no stand Marussia do Salão do Automóvel de Frankfurt – entre eles, dois grandes jipes de luxo.

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