Cinco maravilhas tombadas pela Unesco

Fortaleza de Derbent

Fortaleza de Derbent

Lori/Legion media
Muito além da Praça Vermelha e do museu Hermitage, Rússia tem uma infinidade de destinos, dos mais diversos, para oferecer.

Dentre as dezenas de localidades pictóricas da Rússia que compõem a lista de Patrimônios Mundiais da Humanidade da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), a Gazeta Russa selecionou cinco belezas imperdíveis para o leitor brasileiro na porção europeia do país:

Floresta Virgem de Komi

Com quase 33 mil quilômetros quadrados, a floresta de Komi se localiza no extremo norte da Rússia europeia e entrou para a lista da Unesco em 1995. É a maior floresta do gênero no continente, e lá se podem avistar renas, visons, lebres e zibelinas passeando livremente pelas matas siberianas de abetos, larícios e espruces, em meio a pântanos, rios e lagos. Esta área é especialmente importante para os estudos de biodiversidade nas florestas de taiga e abrange a maior floresta protegida da Rússia e da Europa.

Kremlin de Kazan


Catedral da Anunciação, Mesquita Qol Sharif e outros marcos de Kazan Foto: Shutterstock/Legion-media

Erguido a mando de Ivan, o Terrível, para celebrar a vitória sobre os tártaros em 1552, o complexo histórico e arquitetônico do Kremlin de Kazan entrou para a lista da Unesco no ano 2000 e é o monumento mais oriental do país no rol da agência. Foi construído sobre as ruínas do castelo do inimigo derrotado e possui muitas edificações do século 16, entre elas a Catedral da Anunciação (1554-1562), que levou arenito no lugar de tijolos.

A mesquita Qol Sharif, que faz parte do complexo, era a maior da Europa - exceto por Istambul - quando finalizada, em 2005. Seus altíssimos minaretes de cimo azul tornam a edificação visível a grandes distâncias, e sua capacidade total é de 6.000 fiéis. A Qol Sharif substituiu outro templo do gênero, destruído em 1552, quando as forças de Ivan, o Terrível, invadiram Kazan.

Bolgar


Museu de Bolgar e Mesquita Branca Foto: Lori/Legion media

O território russo mais recentemente tombado pela Unesco foi o complexo arqueológico de Bolgar, no Tatarstão, em 2014. Capital dos búlgaros do Volga, que reinaram ali a partir do século 8 (algumas fontes falam em século 7) até o século 15, Bolgar também foi a primeira capital da Horda de Ouro, no século 13, com a consolidação das forças mongóis na Europa, e decuplicou de tamanho nos anos seguintes.

Pedro, o Grande, ordenou que suas ruínas fossem preservadas naquele que se acredita ter sido o primeiro ato oficial de preservação histórica na Rússia. As principais edificações de Bolgar hoje compreendem diversos antigos mausoléus e a Câmara Negra, uma estrutura do século 14 que, segundo a lenda, teria alojado a corte do cã (líder mongol).

Hoje, Bolgar é um importante local de peregrinação para os tártaros. Nos tempos soviéticos, porém, era popular entre os muçulmanos de toda a URSS devido aos impedimentos que esses encontravam para realizar a peregrinação a Meca, e Bolgar era conhecida como o “pequeno haj”.

A cidadela de Derbent


Fortaleza de Derbent Foto: Lori/Legion media

A cidadela, a cidade antiga e as edificações de Derbent entraram para o rol da agência da ONU em 2003. Localizada no ponto onde as montanhas do Cáucaso encontram o mar Cáspio, Derbent tem sido um importante corredor norte-sul desde o primeiro século a.C. Há quem afirme que a fundação da cidade remonta ao século 8 a.C., e acredita-se que algumas das estruturas que chegaram até nossos dias tenham mais de 5.000 anos de existência. A cidade é conhecida por muitos nomes em diferentes línguas - todos significando “portão”, já que essa região controlou o tráfego entre a Europa e o Oriente Médio por vários séculos.

Como resultado de sua posição geográfica única, Derbent foi construída entre dois muros, alongando assim o comprimento da passagem relativamente estreita do mar para as montanhas. Muitas estruturas foram construídas ali durante o império Sassânida, a última dinastia persa antes do surgimento do Islã.

Montanhas do Cáucaso


Vista do Elbrus nas montanhas do Cáucaso Foto: Lori/Legion media

As montanhas do Cáucaso Ocidental, parte da cordilheira Grande Cáucaso, são a área mais ocidental russa a entrar para a lista da Unesco, em 1999. Este monumento natural se estende do mar Negro até o pico mais alto da Europa, o Monte Elbrus, e começa a apenas 48 quilômetros de distância da cidade litorânea de Sôtchi.

A Unesco a define como a última cordilheira europeia cuja exploração humana não resultou em impacto significativo. Seus habitats vão desde planícies a geleiras e exibem enormes abetos-do-cáucaso. Diversas espécies animais fascinantes também foram reintroduzidas ali nos últimos anos, incluindo o leopardo-persa e o bisonte-europeu. Além disso, há muitos outros animais originais desse local que ainda se preservam nesse território, incluindo o tur-caucasiano-ocidental (cabra de montanha), ursos, linces e javalis.

 

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