Pouca gente, mas muito agito no Extremo Oriente russo

Extremo Oriente ocupa 36% do território da Rússia, mas tem menor densidade demográfica do país

Extremo Oriente ocupa 36% do território da Rússia, mas tem menor densidade demográfica do país

Iúri Smitiuk
Tigres, vulcões e monumentos naturais tornam região refúgio ideal para apreciadores da natureza.

O Extremo Oriente russo se estende do leste da Sibéria ao Oceano Pacífico. Embora a região ocupe 36% do território da Rússia, tem uma população de pouco mais de seis milhões e é, portanto, uma das áreas menos povoadas do planeta. O que fazer lá então?

Monte Heksir (Região de Khabarovsk)

Embora caminhar até o topo desse monte de apenas 970 metros acima do nível do mar possa parecer fácil, o Heksir apresenta vários desafios. As florestas ao seu redor são o lar do maior felino do mundo, do tigre-siberiano, de duas espécies de ursos e dos leopardos-de-amur, que está em risco de extinção.


Na fronteira com China, monte Heksir é vigiado por ambos os países  Foto: Iúri Smitiuk

Caso tenha conseguido se esquivar dessas feras selvagens em sua caminhada ao topo, eis que surge a fronteira natural entre a Rússia e a China. Mas tudo o que conseguirá ver da China é a floresta, já que os povoados mais próximos estão localizadas a quilômetros da fronteira. Atenção: há patrulhas regulares na fronteira, realizadas pelos guardas fronteiriços de ambos os países.

O sopé do monte fica a 20 minutos de carro da cidade de Khabarovsk. Uma vez que tanto a montanha como a floresta circundante se encontram em uma zona restrita de fronteira, é preciso obter uma autorização especial para essa caminhada. 

Vulcão Plôski Tolbatchik (Região de Kamtchatka)

Tolbatchik, um vulcão formado por dois cones sobrepostos, é um dos lugares mais isolados e bonitos da península de Kamtchatka.


Vegetação ao redor Tolbatchik foi extinta por inúmeras erupções Foto: Vadim Gippenreiter

O cone do vulcão “Plôski” Tolbatchik apresenta uma cratera de três quilômetros e está cercado por floresta morta, queimada por uma série de erupções.

A União Soviética testou o seu veículo lunar na região antes de enviá-lo para o espaço sideral.

Erupções periódicas acontecem ali, e as excursões para a região podem ser canceladas, dependendo da situação. As agências de viagens em Petropavlovsk-Kamtchatski podem providenciar um passeio pelo local e conseguir todas as autorizações necessárias.

Pilares do Lena (Iakútia)

Os Pilares do Lena são uma formação rochosa natural ao longo das margens do rio Lena, na República de Iakútia. Os pilares de pedra, que atingem uma altura de cerca de 100 metros, foram tombados como Patrimônio Mundial da Unesco em 2012.


Pilares teriam sido formados por variação intensa de temperatura Foto: Vadim Gippenreiter

As colunas contêm camadas alternadas de calcário, dolomite, marga e ardósia e se formaram em resultado de condições climáticas extremas na Iakútia, onde as temperaturas variam entre os –60º C no inverno até os 40º C no verão.

As cavernas ficam na margem oriental do rio Lena, a 180 quilômetros a sul da cidade de Iakutsk. Agências de viagens oferecem passeios de um dia, bem como cruzeiros de duas noites, que incluem visitas a aldeias locais.

 

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