Cinco mistérios de Sôtchi que batem qualquer recorde olímpico

Foto: TASS/Victor Klyushkin

Foto: TASS/Victor Klyushkin

Sôtchi, na costa sul da Rússia, é mais conhecida por ter sediado as Olimpíadas de Inverno de 2014. Mas a verdadeira cidade está nas montanhas: praticamente todos os pontos turísticos guardam alguma lenda ou tragédia. São mais de 300 histórias sobre locais emblemáticos do balneário.

1. O mito de Prometeu

A bela e cruel lenda de Prometeu está associada aos rochedos Orlini, nos arredores de Sôtchi. Contam que ali o deus grego Zeus prendeu Prometeu como castigo pela entrega do fogo aos homens. Uma moça, de nome Agura, tentando abrandar o destino do jovem, servia-lhe água às escondidas. Assim ela fez até que foi transformada em um rio agitado, que bate no sopé dos rochedos Orlini. Em uma única lenda, combinou-se um mito grego antigo com o folclore do povo adig – e o símbolo dessa união é Prometeu esculpido em pedra, disposto no topo dos rochedos. Nesse mesmo local, águias alpinas fazem seus ninhos até hoje.

2. Tesouros da Olimpíada


Foto: RIA Nóvosti/Igor Zarembo

Nas montanhas da Clareira Vermelha, os construtores da arena olímpica de Sôtchi fizeram descobertas históricas valiosíssimas. Uma verdadeira ‘tropa’ de 100 arqueólogos de Moscou foi iniciou escavações de grande magnitude no local. Durante as obras para as Olimpíadas, foram encontradas estruturas de templos antigos e quase 4.000 artefatos: louça de cerâmica, armas frias, adereços de prata e moedas. Esses achados passaram a fazer parte de uma exposição, e hoje é possível vê-los nos museus de História e da Clareira Vermelha.

3. O lado interior da pedra


Foto: Lori/Legion-Media

Dólmens são monumentos megalíticos tumulares coletivos. O de Volkonski, que ocupa o primeiro lugar na lista de pontos turísticos exóticos de Sôtchi, é famoso por sua potente energia mística: ali os relógios andam para trás, a estrutura da água muda, os aparelhos de medição alteram-se, e as pessoas deixam de sentir aflição e raiva. Localizado no meio de um bosque de árvores extraordinárias, o dólmen foi formado a partir de um só bloco de rocha, e não por camadas de pedra, como é de costume. A maioria dos viajantes que visitam Volkonski querem receber a energia do monólito antigo e, assim, preservar a saúde. Os que realmente creem no poder desse monumento até passam alguns dias em seu interior, na esperança de curar-se de doenças graves.

4. Noiva fantasma


Foto: Lori/Legion-Media

Todos os moradores da região já ouviram – e alguns dizem ter visto – o fantasma da noiva morta, que há quase 15 anos habita o monte Arun. Na internet circulam vídeos de amadores e fotos com a silhueta fantasmagórica da moça. Dizem que os motoristas que param ali por curiosidade desaparecem para sempre, junto com o carro. O fantasma da noiva começou a aparecer em Arun depois de um acidente de carro, em 2001, durante um cortejo de casamento. O noivo sobreviveu, mas a jovem amada não teve a mesma sorte. Cortejos matrimoniais no monte Arun são uma antiga tradição. Os jovens sobem ao alto da torre em busca de lindas fotos, com o mar e a cordilheira do Cáucaso ao fundo. Imagine quantos álbuns de casamento não estamparam a imagem do fantasma.

5. Teste de fidelidade no parque


Foto: TASS/Igor Zotin

O parque Dendrari foi criado há mais de cem anos. Durante todo esse tempo, cresceram não só as suas lianas e heras, mas também os seus mistérios. Os moradores da região atribuem características mágicas às numerosas esculturas do parque. Em Dendrari existe até um análogo das famosas Bocas da Verdade, de Roma: é o baixo-relevo Boca de Leão. Reza a lenda que, certa vez, a sua bocarra fechou-se e prendeu a mão de uma esposa infiel. Desde então, mulheres que desejam dar provas de fidelidade visitam o parque e vão até esse local místico para confirmar a lenda.

 

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