Cinco dicas para sobreviver a um encontro com um tigre siberiano

Em 90% dos casos, os ataques de tigres acontecem por culpa das pessoas Foto: TASS

Em 90% dos casos, os ataques de tigres acontecem por culpa das pessoas Foto: TASS

O território de Primórski, no Extremo Oriente russo, é um dos poucos lugares onde ainda é possível observar tigres em seu habitat natural. Mas esse predador de incrível força e beleza não gosta de intrusos. Por isso, seguir as suas pegadas na floresta é uma tarefa difícil, porém necessária.

De acordo com especialistas do Serviço de Supervisão de Caça (Okhotnadzor, em russo), são raras as vezes que a iniciativa de ataque contra seres humanos parte dos tigres siberianos, também conhecidos como tigres de Amur: em 90% dos casos, os ataques acontecem por culpa das pessoas.

“O tigre pode atacar uma pessoa em quatro situações”, diz Serguêi Aramilev, diretor da filial Centro ‘Tigre de Amur’, em Primórski. “Quando tiram dele o seu alimento, quando a tigresa mãe está tomando conta dos filhotes e alguém interfere, quando o humano está acompanhado de um cachorro e este se esconde atrás do seu dono, ou quando alguém atira no tigre.”

Na hora que o tigre decide atacar, ele vai se aproximando da vítima sorrateiramente, sem fazer qualquer barulho. Em seguida, corre em direção à presa com a velocidade de um automóvel (até 80 km/h). Sejamos sinceros: o tigre siberiano é um desses animais que é melhor ver no zoológico. Mas, se realmente quiser observá-lo em meio à natureza selvagem, siga o nosso plano de ação:

1) Reúna informações. Antes de sair em busca do tigre, não tenha preguiça de conhecer o máximo possível sobre esses animais. Para começar, você pode ir se familiarizando com os tigres de bronze no calçadão à beira do mar em Vladivostok – pelo menos dizem que eles trazem boa sorte. Caminhe pela “Trilha do Tigre” e conte as pedras de granito – elas simbolizam os países onde o tigre pode ser encontrado na natureza selvagem. A propósito, em Vladivostok há 12 monumentos dedicados ao tigre de Amur.

2) Observe bem os tigres de longe. Três tigres siberianos adultos vivem no território do Parque Safári de Primórski, a 70 km de Vladivostok. Avalie o seu tamanho, as patas com garras e a velocidade com que se movimentam. É possível que isso faça com que você comece a pensar que um encontro com eles, sem a proteção devida, não é uma ideia muito boa... Mas, se ainda assim não mudou de opinião, passe para o item 3.

3) Contrate um guia. O melhor é que eles sejam especialistas do Centro “Tigre de Amur” (http://amur-tiger.ru/). Trata-se de um órgão estatal que se ocupa do estudo e da conservação da população de tigres siberianos. Os funcionários irão ajudá-lo a se orientar em sua jornada.

4) Percorra a trilha ecológica Cabo Norte. Essa rota turística leva até a praia, tem cinco quilômetros de extensão e situa-se no território da Reserva de Sikhote-Alin. Vinte tigres siberianos que vivem no local estarão passeando pela reserva ao mesmo tempo que você. Por exemplo, o tigre Murzik e a tigresa Varvára, cujas pegadas podem ser vistas à beira do mar. Aliás, é provável que eles estejam espiando por detrás das árvores, enquanto você (acompanhado por um funcionário da reserva) caminha em direção ao Cabo Norte pela passarela de madeira que integra a trilha. Quando você chegar à praia, também poderá observar as focas que ficam se aquecendo nas pedras.

5) Tranquilize o tigre com comida. Javalis, cervos e veados-vermelhos estão no cardápio dos tigres siberianos. Os javalis jovens são o prato favorito e a presa mais fácil. Instale comedouros de madeira feitos com tábuas velhas, pois o odor incomum da madeira fresca espanta os tigres.

 

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