Neste dia: Privatização em massa na Rússia pós-soviética era concluída

Valentine Chagoleva mostra voucher recém-recebido para seu filho em São Petersburgo, em 2 de outubro de 1992. Títulos de 10 mil rublos distribuídos para 148 milhões de cidadãos russos permitiam comprar empresas estatais

Valentine Chagoleva mostra voucher recém-recebido para seu filho em São Petersburgo, em 2 de outubro de 1992. Títulos de 10 mil rublos distribuídos para 148 milhões de cidadãos russos permitiam comprar empresas estatais

AP
Reformas econômicas do início dos anos 1990 ainda são alvo de debate no país. Esta sexta (30) marca o fim do processo que resultou na transferência de 15 mil empresas.

O processo de privatização em massa na Rússia refere-se à série de reformas econômicas pós-soviéticas que levaram à transferência de propriedade dos ativos estatais russos.

A privatização por vouchers começou no início de 1992 e foi concluída há exatos 13 anos, em 30 de junho de 1994.

Após a queda da União Soviética, o governo russo queria transformar as empresas antes estatais em corporações lucrativas e independentes do governo. Para isso, parte significativa da propriedade do Estado foi repassada aos cidadãos gratuitamente.

Os vouchers, cada qual correspondendo a uma parcela da riqueza nacional, foram distribuídos igualmente entre a população, incluindo menores de idade. Quase 98% dos russos participaram do programa.

Como a maioria das pessoas não estava bem informada sobre a natureza do programa (os vouchers podiam ser trocados por ações em empresas a serem privatizadas), ou não tinha boas condições financeiras, esses títulos foram rapidamente vendidos para obter dinheiro, ou porque não se sabia como investir. A maioria dos vouchers – e, portanto, das ações – acabou se concentrando nos círculos internos do governo.

De 1992 a 1994, a propriedade de 15.000 empresas foi transferida do controle estatal por meio do programa de vouchers. Esse período já foi descrito como “o colapso econômico mais cataclísmico em tempo de paz de um país industrial na história”.

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