Dia do Tigre é festejado em Vladivostok

O tigre do Amur é um símbolo da região do Primorie e da capital, Vladivostok Foto: ITAR-TASS

O tigre do Amur é um símbolo da região do Primorie e da capital, Vladivostok Foto: ITAR-TASS

O Dia do Tigre acaba de ser celebrado em Vladivostok. E não foram apenas os habitantes da cidade que participaram da festa, que ocorre tradicionalmente no quarto domingo de setembro.

O Dia do Tigre em Vladivostok foi celebrado no último domingo (28) pela 15ª vez consecutiva. Na véspera, os habitantes da cidade foram congratulados pelo presidente Vladímir Pútin, que destacara que “esta é a festa ecológica mais brilhante da Rússia”.

Nos festejos, a Irmandade dos Felinos foi representada por investigadores do parque nacional Terra do Leopardo, em que vivem lado ao lado dois felinos raros –o tigre do Amur e o leopardo do Extremo Oriente.

O tigre do Amur é um símbolo da região do Primorie e da capital, Vladivostok. O maior felino do planeta, cujo habitat se estende a todo o território da região, tornou-se uma parte inalienável da cultura local desde o momento da tomada dessas terras pelos descobridores.

As armas da região do Primorie têm a imagem do tigre, esculturas do “dono da taiga” podem ser vistas em toda a cidade de Vladivostok e numerosos focinhos adornam emblemas de clubes esportivos e carroçarias de automóveis.

Festa cresce

A primeira festa dedicada ao totem local ocorreu em Vladivostok em 2000. Na época, o Dia do Tigre foi organizado com a ajuda de entusiastas e fundos de preservação da natureza.

Mas em um ano a data ganhou estatuto de festa municipal. A marcha carnavalesca pela cidade ganhou envergadura, e cresceu também o número de participantes da festa, que alcançou 10 mil pessoas em 2014.

Vladivostok adquiriu de fato um colorido de tigre: uma coluna de milhares de pessoas fantasiadas e com as caras pintadas percorreu a avenida Okeanski. Uma exposição da Terra do Leopardo foi aberta ao público desde as primeiras horas da manhã até o início da noite na praça central de Vladivostok.

Cientistas

Cientistas do parque nacional participam das festas desde a sua fundação, em 2012. O território protegido do parque é habitado por pouco mais de 20 feras que convivem com outro animal incluído no Livro Vermelho –o leopardo do Extremo Oriente.

Além disso, linces e gatos da floresta do Extremo Oriente também têm espaço.

“Por isso, o lema Irmandade dos Felinos da Terra do Leopardo, com o qual este ano os investigadores do parque participaram da festa, é justificado”, considera a vice-diretora do parque, Elena Salmanova.

Em nome dessa irmandade, os investigadores da Terra do Leopardo propuseram na sua exposição que os visitantes se transformassem por um tempo em leopardos, pintando suas caras.

À margem da exposição foi aberta a seção de diversão Caça Fotográfica, onde cada um podia sentir-se uma fera selvagem.

Voluntários também prepararam um concurso para aqueles que queriam conferir seus conhecimentos sobre os felinos mais raros do Primorie.

Os participantes do concurso receberam imãs de geladeira, calendários, etiquetas, lenços decorativos e outras lembranças da festa pelas respostas certas.

 

Publicado originalmente pela Voz da Rússia

 

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