Estudantes russos celebram língua portuguesa

Foto: Anna Veklitch

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Instituto Estatal Moscovita de Relações Internacionais (MGIMO) celebrou os 40 anos da Festa da Língua Portuguesa promovida pelo órgão e o aniversário da Revolução dos Cravos, em Portugal.

A cultura lusófona foi celebrada em Moscou na última semana, com as comemorações  no Instituto Estatal Moscovita de Relações Internacionais (MGIMO) dos 40 anos da Festa da Língua Portuguesa promovida pelo órgão e do aniversário da Revolução dos Cravos, em Portugal.

O ator e professor Marcus Fritsch de Almeida chegou recentemente a Moscou para dar palestras sobre a cultura brasileira e inesperadamente foi presenteado com uma peça teatral feita pelos estudantes sobre as aventuras de russos no Rio de Janeiro.

“É a primeira vez que participo de um festival como este e vivendo do outro lado do mundo eu não poderia sequer pensar que tão longe, na Rússia, há pessoas que conhecem tão bem a língua portuguesa, mostrando um profundo amor e interesse pelas culturas do Brasil e de Portugal. Estou bem surpreendido”, contou o professor.

Nos últimos anos, foram abertas novas escolas de português em Moscou e São Petersburgo. A embaixada do Brasil em Moscou está atenta a essa tendência e procura apoiar todas as iniciativas de difusão da língua portuguesa. «Creio que o interesse pela língua portuguesa é cada vez maior na Rússia. E tende a aumentar. Posso falar em relação ao Brasil. É cada vez maior o número de turistas, estudantes e empresários russos no Brasil e vice-versa», - disse Igor Germano, o primeiro secretário e responsável pela cultura da Embaixada do Brasil em Moscou. 

Duas variantes

Os estudantes russos primeiramente aprendem as duas variantes do português e nos últimos anos escolhem em qual delas vão se especializar. De acordo com o professor do Departamento de Línguas Românicas da MGIMO, Maria Khvan, a variante brasileira do português está cada vez mais popular.

 

Foto: Anna Veklitch

“O Brasil tem um peso significativo no cenário mundial, faz parte do Brics e de outras organizações internacionais e, por isso, a maioria dos alunos está concentrando esforços em aprender a variante brasileira do português. Apesar disso, há muitos alunos que ainda preferem a variante ibérica e buscam fazer um mestrado em Portugal”, explica a professora.

As barreiras do idioma

De acordo com o chefe da Cátedra de Línguas Românicas, Nikolai Ivanov, os estudantes russos não têm livros suficientes para aprender português. "Temos uma boa base para a aprendizagem de línguas, tentamos preparar novos livros e nos familiarizar com a experiência de ensino para estrangeiros nos países que falam português. Mas quando começamos a atualizar os nossos materiais e métodos, sentimos que algo está faltando",  disse ele.

Nikolai Ivanov também acrescentou que todos os estudantes da língua portuguesa estão prontos para enfrentar os exames internacionais de qualificação da língua. “É muito estimulante o treinamento.”

Enquanto os russos podem prestar o exame do CELPE (variante brasileira), o CAPLE (versão ibérica) somente pode ser dado no exterior. 

De acordo com Igor Germano, em maio, a embaixada vai começar a distribuir um guia básico de conversação da variante brasileira do português, feito especialmente para russos. «Além disso, estamos apoiando a edição de um manual de português na variante brasileira que está sendo escrito por professores da MGU em Moscou», disse ele.

 

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