CNN pede desculpas por zombar de monumento soviético

CNN pediu desculpas por incluir a escultura Coragem, na cidade bielorrussa de Brest, em uma lista de “monumentos mais feios do mundo” Foto: Lori / Legion Media

CNN pediu desculpas por incluir a escultura Coragem, na cidade bielorrussa de Brest, em uma lista de “monumentos mais feios do mundo” Foto: Lori / Legion Media

Uma reportagem que brincava com a suposta flatulência de uma estátua em celebração aos soldados soviéticos que lutaram na Segunda Guerra Mundial não foi bem recebida pelos legisladores russos, para quem os comentários zombaram dos sacrifícios feitos durante o conflito.

A rede de televisão CNN pediu desculpas por incluir a escultura Coragem, na cidade bielorrussa de Brest, em uma lista de “monumentos mais feios do mundo”. O canal americano inclui a escultura em um artigo on-line sobre a arquitetura de monumentos que, segundo o veículo, obscurecem a linha “entre a expressão artística atemporal e o peso desproporcional da inovação”.

Em vez de honrar o povo a quem deveriam representar uma homenagem, aqueles monumentos muitas vezes serviam como um “testamento espalhafatoso” das ambições de seus escultores ou de “ditadores que achavam uma grande ideia no momento”, declarou a CNN.

O texto do artigo original dizia que a estátua do soldado soviético gigante emergindo de um bloco montanhoso do concreto era um “lembrete para não mexer com a Bielorrússia – nunca”, ou que, talvez, “o soldado parecia apenas constipado”, divulgou a mídia russa.

“Foi, no mínimo, desrespeito e sacrilégio para com a memória dos milhões de mortos, veteranos e seus descendentes, a todos que salvaram o mundo da praga fascista”, disse vice-presidente da Duma (câmara dos deputados na Rússia), Serguêi Neverov, líder da bancada do partido governista Rússia Unida.

A CNN justificou que a reportagem foi concebida como um “olhar divertido sobre a arquitetura de monumentos no mundo inteiro”. Qualquer ofensa causada “não foi intencional”, diz uma nota do editor anexada ao artigo.

 

Publicado originalmente pelo The Moscow Times

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