Coleção rara de Fabergé ganha museu em São Petersburgo

Peças do mestre da joalheria recontam história da Rússia imperial entre os séculos 18 e 20.

 
Museu foi financiado pelo empresário Viktor Vekselberg, que já detinha muitas das peças expostas Foto: Natália Pietra/RG

Conhecida como capital cultura da Rússia, a cidade de São Petersburgo acaba de ganhar um novo museu privado. “Queríamos muito criar um museu que estivesse de alguma forma associado à história da Rússia entre o século 18 e início do século 20. Um dos símbolos desta época foi Carl Fabergé, que atingiu o topo da arte da joalheria”, conta o bilionário russo e proprietário do espaço, Viktor Vekselberg.

Visita ilustre

A inauguração do museu contou com a presença doo primeiro-ministro russo Dmítri Medvedev. “Já tinha lido e escutado sobre tal coleção, mas nunca visto de perto”, disse ele. Para atrair mais visitantes, Medvedev recomendou que seja produzida uma versão em inglês dos painéis de informação e, ao final da visita, deixou um “Boa sorte!” no livro digital de visitas ilustres.

Instalado dentro do Palácio Chuválovski que fica na margem do canal Fontanka, o edifício se encontrava em estado de degradação em meados da década de 2000. Por isso, antes de abrigar o novo espaço de arte, o palácio passou por uma reforma geral, que custou nada menos que 36,7 bilhões de dólares.

“A abertura deste museu é um evento de escala nacional que nos fala do renascimento do verdadeiro espírito do empresário e filantropo russo – não do negociante, mas do criador”, declarou o ministro da Cultura da Rússia, Vladímir Medinski. Todos o investimento para o desenvolvimento do projeto partiu do próprio Vekselberg.

A base da atual mostra é composta pela coleção da fundação histórico-cultural de Vekselberg, “Sviáz Vremion” (“Ligação dos Tempos”, em tradução), e apresenta um acervo com cerca de 4 mil peças de arte decorativa.

Entre eles, estão uma coleção de ovos de Páscoa Fabergé comprada dos herdeiros do magnata americano Malcolm Forbes, em 2004, e até o primeiro ovo encomendado ao artista pelo tsar Alexandre III para oferecer a sua esposa, Maria Feodorovna, em 1885.

Ovos imperais

Peter Carl Fabergé, fundador da empresa familiar e dinastia de mestres joalheiros, ficou famoso pela criação de uma série de ovos de Páscoa valiosos, a maioria dos quais feitos por encomenda da família imperial russa. Para a dinastia Romanov foram fabricados 52 ovos, mas, no total, está documentado a produção de 71 peças. O paradeiro de alguns deles é absolutamente desconhecido.

Além dos ovos de Páscoa imperiais, há também pinturas raras de artistas do calibre de Pierre-Auguste Renoir, obras de mestres joalheiros famosos e outros objetos de arte da coleção pessoal de Vekselberg. “Queremos que os visitantes não apenas apreciem a beleza das peças, mas também que sintam o espírito da história daquela época”, diz o proprietário.

O museu abrigará, ainda, exposições temporárias. Atualmente, Vekselberg está em negociações para estabelecer uma parceria com o Museu Pushkin e a Galeria Tretiakov, em Moscou.

O museu abrirá as suas portas ao público em geral no início de dezembro.

 

Com materiais da agênciaRIA Nóvosti e dos veículos Lenta.ru, Gazeta.ru e Moskovski Komsomolets

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