Elton John Confirms Moscow Concert to Support Russian Gays

Elton John: "Sendo gay, não posso deixar essas pessoas sozinhas em seu próprio país" Foto: Reuters

Elton John: "Sendo gay, não posso deixar essas pessoas sozinhas em seu próprio país" Foto: Reuters

Apesar das possíveis retaliações, cantor britânico declarou que não pode permitir que o “sofrimento se alastre sob a lei antigay”.

A estrela pop britânica Elton John acredita que fazer um show em Moscou em dezembro, em vez de boicotar o local, contribuirá mais para defender os interesses da comunidade LGBT da Rússia.

“Há duas formas de pensar: todos os artistas podem parar de ir a Rússia e proibir todos aqueles que vierem do país, mas aí estamos realmente abandonando os homens e mulheres gays, e permitindo que o sofrimento se alastre sob a lei antigay”, disse Elton John em entrevista ao jornal britânico “The Guardian” publicada na última segunda-feira (16).

“Sendo gay, não posso deixar essas pessoas sozinhas em seu próprio país, sem ir até lá e apoiá-los. Eu não sei o que vai acontecer, mas eu tenho que ir”, disse o cantor.

Elton John, 66 anos, casou-se com seu parceiro de longa data, David Furnish, em 2005, em uma das primeiras cerimônias do mesmo sexo do Reino Unido e continua a ser um defensor ativo dos movimentos LGBT em todo o mundo. O casal tem dois filhos nascidos da mesma mãe de aluguel.

Em junho passado, a Rússia adotou uma lei polêmica que proíbe a promoção de “relações sexuais não tradicionais” entre menores de idade, tornando-a um crime punível com multas pesadas. Enquanto os defensores da lei argumentam que a norma visa proteger as crianças, os críticos dizem que a legislação é parte de uma repressão mais ampla à comunidade LGBT da Rússia.

As divas do pop Madonna e Lady Gaga, que defenderam os direitos LGBT durante seus shows recentes na Rússia, foram posteriormente ameaçadas de enfrentar ações judiciais por legisladores conservadores. _

O show de Elton John está previsto para 6 de dezembro no Crocus City Hall, em Moscou.

 

Publicado originalmente pelo The Moscow Times

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