“Noite dos Museus” de Moscou relembra cultura soviética

As Galerias de Arte Moderna, como a Moskhaos, propuseram ao públicos viagens interativas pelo tempo Foto: Kommersant

As Galerias de Arte Moderna, como a Moskhaos, propuseram ao públicos viagens interativas pelo tempo Foto: Kommersant

Cerca de 1,2 milhões de pessoas fizeram filas enormes no sábado passado (18) para visitar atrações culturais.

Na madrugada do último sábado para domingo, os moradores de Moscou também puderam curtir sua própria “Virada Cultural”, ali chamada de “Noite dos Museus”. Apesar de o nome ser diferente, trata-se de uma mesma iniciativa internacional destinada à promoção de cultura e lazer.

A 7a edição da “Noite dos Museus” em Moscou foi marcada por recordes, tanto em relação à verba destinada para o evento (aproximadamente US$ 320 mil) como pela participação de 1,2 milhões de pessoas.

No total, 250 museus, espaços de arte e galerias abriram as suas portas aos moscovitas e visitantes da capital, praticamente o dobro do que se observou em Berlim. Além disso, os parques da capital também foram acrescentados ao evento e linhas de ônibus especiais circularam pela capital russa noite adentro.

A “Noite dos Museus” aconteceu pela primeira vez na cidade de Berlim em 1997, com o nome “A Primavera dos museus”. Em 2001, 39 países da Europa e da América já participavam dessa campanha. Na Rússia, a primeira cidade a aderir à ação foi Krasnoiarsk, na Sibéria Central, em 2002.

O principal espaço da "Noite dos Museus" em Moscou foi o Centro de Exposições Manej, ao lado da Praça Vermelha, que apresentou a exposição uma sobre design de embalagens. Por meio dos itens expostos, era possível acompanhar o desenvolvimento da União Soviética e da Rússia.

O período soviético também foi relembrado em duas outras grandes atrações do evento deste sábado. No Museu das Máquinas de Jogo Soviéticas, muitos alunos do ensino médio e estudantes universitários, nascidos após a desagregação da URSS, permaneceram horas numa fila para brincar nos aparelhos eletrônicos arcaicos por cerca de meia hora.

As Galerias de Arte Moderna, como a Moskhaos, propuseram ao públicos viagens interativas pelo tempo. Lá as pessoas puderam realizar um percurso na completa Entre os elementos expostos ao longo do caminho, não faltavam referências ao voo de Gagárin, à vida dos cidadãos soviéticos e ao cinema daquela época.

O sucesso foi tão grande que o ministro da Cultura, Vladímir Medinski, sugeriu realizar a ação várias vezes ao ano. A próxima edição da “Noite dos Museus” já foi agendada para novembro. 

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