Por que sempre lembramos da vitória na Segunda Guerra Mundial?

Em 2013, a Rússia comemora os 68 anos do fim da Grande Guerra Patriótica

Em 2013, a Rússia comemora os 68 anos do fim da Grande Guerra Patriótica

A razão pela qual os russos insistem em chamar a guerra contra a Alemanha de Grande Guerra Patriótica se deve ao fato de os russos e os demais povos que compunham a União Soviética terem lutado pela liberdade e independência de seu país e por sua sobrevivência.

Em 2013, a Rússia comemora os 68 anos do fim da Grande Guerra Patriótica.

O termo surgiu no apelo de Josef Stálin ao povo soviético lido pela rádio em 3 de julho de 1941. Usado fartamente na Rússia e alguns países da CEI (Comunidade de Estados Independentes, composta pelas ex-repúblicas soviéticas, menos a Geórgia e os países bálticos), não é muito comum mundo afora.

A razão pela qual os russos insistem em chamar a guerra contra a Alemanha de Grande Guerra Patriótica se deve ao fato de os russos e os demais povos que compunham a União Soviética terem lutado pela liberdade e independência de seu país e por sua sobrevivência.

De acordo com o plano Ost (Oriental) do comando nazista, cerca de 50% a 60% dos russos deveriam ser destruídos. Ao lutar abnegadamente em todas as frentes contra os nazistas, os povos soviéticos impediram sua concretização.

Pelo menos 19 milhões de soviéticos fizeram voluntariamente o alistamento militar para lutar na guerra. Não é exagero dizer que, nesse sentido, o Exército soviético era um exército de voluntários.

O adjetivo grande simboliza o papel desempenhado pela União Soviética na luta contra a Alemanha nazista. Em 3 de julho de 1941, pelo rádio, Stalin disse:

"O objetivo dessa guerra nacional contra os opressores fascistas é não apenas repelir o perigo que assombra nosso país mas também ajudar todos os povos europeus que gemem sob o jugo do fascismo alemão".

A missão foi cumprida. Embora a vitória fosse resultado dos esforços de muitos países, a principal contribuição para a derrota da Alemanha foi dada pela União Soviética, que destruiu as principais forças do exército alemão. Mais de 74% das perdas em homens e material (10 milhões dos 13,4 milhões de efetivos) foram sofridas pela Wehrmacht nos combates contra o Exército Vermelho.

No período entre 1941 e 1945, o Exército Vermelho derrotou e capturou 607 divisões inimigas, enquanto a aliança anglo-americana, cerca de 176. O Terceiro Reich sofreu na frente soviética perdas em pessoal seis vezes superiores às baixas totais sofridas nos teatros de operações militares na Europa e no Mediterrâneo. Naturalmente, os russos se orgulham da vitória nessa guerra e não têm a menor intenção de encarar a Grande Guerra Patriótica como apenas uma das frentes da Segunda Guerra Mundial.

A guerra do povo soviético contra os invasores nazistas durou 1.418 dias.

A URSS perdeu cerca de 20 milhões a 40 milhões de pessoas durante a guerra.

Cerca de 50 milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial.

A Batalha de Stalingrado durou 200 dias. 

A Rússia tem realizado muitas atividades em homenagem aos heróis da guerra. Sua popularidade na sociedade russa mostra que a vitória tem um valor imperecível para os russos.

Prova disso é a campanha Fita de São Jorge, na qual fitas simbólicas com as cores das condecorações militares do Império Russo e da URSS são distribuídas entre cidadãos do país. A ação é dedicada ao Dia da Vitória na Grande Guerra Patriótica e se realiza anualmente desde 2005.

Segundo os idealizadores da iniciativa, seu objetivo é fazer com que as novas gerações não se esqueçam do preço pago por nosso povo pela vitória na mais terrível guerra do século passado. A ação tem os seguintes slogans: "A vitória do meu avô é a minha vitória!", "Eu me lembro e me orgulho de vocês!", "Somos herdeiros da Grande Vitória!", "Agradeço a meu vovô a Vitória!".

Em seis anos de existência da ação, foram distribuídos mais de 50 milhões de fitas em todo o mundo. De fato, a campanha envolve todos os países onde existem comunidades russófonas. Segundo inquéritos à opinião pública, 73% dos russos são favoráveis à iniciativa. Os líderes do país também usam as fitas.

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