Turismo petrolífero na Sibéria ganha popularidade

Visitantes têm acesso a perfuratrizes e bombas cabeça de cavalo, entre outras atrações Foto: ALROSA

Visitantes têm acesso a perfuratrizes e bombas cabeça de cavalo, entre outras atrações Foto: ALROSA

Conhecida pelas jazidas de petróleo, região autônoma de Khanti-Mansi atrai cada vez mais turistas interessados em visitar os poços de exploração.

Em 1965, a descoberta de petróleo no lago Samotlor, localizado na região autônoma de Khanti-Mansi (também conhecida como Ugra), deu início a uma nova para essa área na Sibéria ocidental. Hoje em dia, cerca de 57% do ouro negro do país são produzidos na região, além de ser responsável por 7% da produção mundial de petróleo.

Se não bastasse, os pacotes turísticos para visitar a grandes petrolíferas russas instaladas na região, tais como a Surgutneftegas, Rosneft e Lukoil, são cada vez mais frequentes. De acordo com as operadoras de turismo locais, nos últimos 10 anos, o interesse pelo turismo petrolífero aumentou mais de vinte vezes.

Nas instalações, os turistas podem conferir de perto como funcionam as torres de perfuração e até fazer um curso de curta duração a fim de entender melhor as operações petrolíferas e a história da exploração na Sibéria. Ao término do curso, recebem permissão para ligar uma bomba ou outro equipamento de perfuração, curtem um almoço típico com os petroleiros e podem comprar lembranças temáticas, como uma garrafa de petróleo.

Esse é o caso da Escola do Trabalhador Petroleiro, da TNK-BP, localizada na cidade de Nijnevartovsk. Lá os visitantes têm acesso a perfuratrizes, com um peso de cerca de mil toneladas, até bombas cabeça de cavalo e oleodutos. Todo o equipamento está exposto no campo de provas da escola e se encontra em condições de funcionamento.

“A perfuração de um poço pode levar de duas semanas a um ano, tudo depende de sua profundidade, entre outros fatores”, explica um funcionário da escola. “Aqui, em Ugra, o petróleo se encontra a uma profundidade de cerca de 2,5 km. Para não abrir vários poços e não mudar o equipamento de um lugar para outro, na maioria dos casos, utiliza-se o sistema de perfuração DTH (Down The Hole).

O instituto em si não é um ponto turístico, mas um centro de formação de petroleiros. No campo de provas, são ministradas aulas práticas e os visitantes não estão liberados a entrar sem autorização. No entanto, por meio do programa de desenvolvimento do turismo aprovado pelo governo da região, muitas instalações anteriormente fechadas abriram sua portas para a visita de turistas.

“No exterior, o turismo petrolífero existe há muito tempo. Em Ugra, fomos os primeiros a organizar visitas aos locais de exploração de petróleo em 1999.  A excursão dura meio dia e começa com uma visita à Escola do Trabalhador Petroleiro e, em seguida, levamos os turistas ao lago petrolífero Samotlor para ver como o petróleo é separado da água”, diz Vassíli Sochilin, vice-diretor de uma grande empresa de turismo de Nijnevartovsk.

A visita ao laboratório deve ser marcada com um mês de antecedência e é realizada sob a direção de um profissional da indústria que explica todos os processos envolvidos. O preço médio do passeio de um dia é de cerca de mil rublos (cerca de R$ 65) por pessoa.

 

Publicado originalmente pelo Strana.ru

 

Confira outros destaques da Gazeta Russa na nossa página no Facebook

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.