Acordo sobre Fundo de Reservas do Brics entra em vigor

Nenhum dos países-membros esboçou intenção de recorrer a fundo por enquanto.

Nenhum dos países-membros esboçou intenção de recorrer a fundo por enquanto.

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Desde quinta-feira (30), bancos centrais mantêm um total de US$ 100 bilhões separado para situações de emergência

O acordo sobre o fundo condicional de reservas cambiais do Brics, assinado na Cúpula de Fortaleza e com processo de ratificação finalizado em 30 de junho deste ano,  entrou em vigor na última quinta-feira (30).

O volume total do fundo de reservas cambiais foi fixado em US$ 100 bilhões. Os bancos centrais dos países-membros do Brics passarão a reservar uma determinada quantia que servirá como uma espécie de seguro para situações de emergência, com saída de grandes montantes de capital.

A criação do mecanismo se destina a manter a estabilidade financeira dos países-membros.

A China, que detém as maiores reservas de moeda estrangeira do mundo, entrará com uma cota de US$ 41 bilhões; Brasil, Índia e Rússia, com US$ 18 bilhões; e África do Sul, com US$ 5 bilhões.

Regulamentação em falta

O acordo da criação do fundo condicional de reservas cambiais dos países do Brics foi assinado em 15 de julho de 2014, durante a Cúpula de Fortaleza. Já em 7 de julho de 2015, os líderes dos bancos centrais dos países do Brics concluíram em Moscou o acordo operacional relativo ao fundo. Nesse acordo ficaram registrados detalhadamente os procedimentos dos bancos centrais dos países-membros para o fundo de reservas e também definiram-se os direitos e obrigações desses.

Mas ainda falta assinar uma série de documentos técnicos que regulamentam o trabalho dos órgãos de gestão do fundo de reservas cambiais.

"Esses documentos já foram acordados com os parceiros. Espera-se agora que sejam aprovados às vésperas da próxima sessão do conselho gestor dos bancos centrais e da reunião dos ministros das Finanças dos países do Brics", disse à TASS a assessoria de imprensa do Banco Central da Rússia.

"Não surgiram, por parte de nossos parceiros, quaisquer sinais de intenção imediata de recorrer ao fundo", ressaltou o porta-voz.

Anteriormente, em julho, a presidente do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, e o ministro das Finanças do país, Anton Siluanov, afirmaram que a Rússia também não planeja recorrer ao fundo de reservas por ora.

Originalmente publicado pela agência Tass.

 

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