França e Rússia chegam a acordo de indenização no caso dos Mistral

Os dois porta-helicópteros Mistral permanecem no estaleiro STX Les Chantiers de l'Atlantique, na França

Os dois porta-helicópteros Mistral permanecem no estaleiro STX Les Chantiers de l'Atlantique, na França

Reuters
Valor acordado pela não entrega de navios franceses será anunciado dentro de alguns dias. Brasil poderia ser receptor dos Mistral que França não quer entregar à Rússia.

França e Rússia chegaram a um acordo de compensação para o cancelamento da entrega de dois navios de assalto Mistral, de fabricação francesa.

“As negociações chegaram ao fim, tudo já foi decidido – tanto o cronograma, como as quantias”, anunciou Vladímir Kojin, conselheiro do presidente Vladimir Putin sobre questões militares.

“Espero que, em breve, o acordo de quebra de contrato seja assinado e, em seguida, a quantia que a França nos pagará será anunciada”, acrescentou Kojin.

Nesta sexta-feira (31), o jornal russo “Kommersant” divulgou que a França iria pagar à Rússia quase 1,2 bilhão de euros pela recusa em entregar os dois navios acordados.

O gabinete do presidente francês, François Hollande, se recusou a comentar valores, assim como o DCNS, uma das principais empresas por trás da construção dos Mistrals.

Hollande voltou atrás em relação à encomenda após pressão de seus aliados ocidentais em meio à crise na Ucrânia.

Entre os possíveis compradores dos Mistral que não serão mais entregues ao país figuram China, Canadá, Estados Unidos e Brasil.

Caso o acordo com Brasília se concretize, a operação pode se mostrar vantajosa para todas as partes: a França não ficaria com embarcações “encalhadas”, a Rússia teria certeza de que essas não cairão nas mãos da Otan, e Brasil estaria equipado à altura de suas ambições de liderança regional.

Com material do jornal The Moscow Times

 

Confira outros destaques da Gazeta Russa na nossa página no Facebook

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.