Foto: Ruslan Sukhúshin / Gazeta Russa


Há, em Moscou, um lugar que não é muito fácil de chegar nem para um moscovita. Fica na última estação de metrô, numa região sempre lotada de pessoas, ônibus e táxis. Ao ficar na fila por um bilhete de metrô, você pode ouvir perguntas em espanhol ou suaíle. E respostas vindas em francês ou chinês – então você entenderá. Exatamente ali, na região sudoeste da capital, há 50 anos a Universidade Russa Amizade dos Povos (Rudn) atrai pessoas de todo o mundo.

Apesar do frio, ao redor do prédio da Rudn há sempre uma multidão de estudantes. Alguns africanos em seus trajes típicos estão claramente à espera de alguém. Finalmente, eles avistam na praça em frente ao prédio o cortejo de Mercedes com bandeiras do governo que tanto esperavam. Do carro saem homens de terno, e, ao que parece, eles não têm nada em comum com os alunos. Antes de se direcionarem ao prédio, eles abrem o porta-malas do carro, tiram algo de dentro e de repente aparecem com as mesmas vestes coloridas que usam os alunos. Com seus sorrisos brancos, os convidados africanos se reúnem para o feriado.

Na Rudn estudam alunos de 145 dos 253 países do mundo.

No início de fevereiro, a universidade celebra seu aniversário, completando este ano 52 anos. Nas paredes da Rudn ainda é possível encontrar retratos de graduados dos primeiros anos. No salão de reuniões, o reitor da universidade, Vladímir Filipov, discursa sobre o que foi alcançado em um período tão curto: "A Universidade Russa Amizade dos Povos conseguiu o primeiro lugar entre as instituições de nível superior na Rússia para os programas de mestrado comparando-se com as principais universidades do mundo, garantindo a competitividade dos nossos graduandos no mercado de trabalho".

Um dos temas discutidos atualmente na Rudn é sua colaboração com universidades da América Latina. Neste ano, a delegação da RUDN visitou a exposição sobre educação ExpoUniversidad em Buenos Aires. Segundo as palavras de Vladímir Timochek, ex-chefe do departamento de relações com os alunos, hoje, na Argentina, há 150 ex-alunos da universidade, e no decorrer do ano mais 10 pessoas do país receberão seus diplomas. Ele espera que o número de estudantes da Argentina aumente mais e negocia milhares de vagas gratuitas.